Violência doméstica

Em diversos países, observa-se elevada incidência de violência doméstica. Aproximadamente 30% das mulheres que tiveram um parceiro, em algum momento da vida, sofreram esse tipo de agressão (García-Moreno, 2013). A violência doméstica foi a causa de 58% dos homicídios ocorridos nos EUA em 2013 e de 27% no Brasil (Violence Policy Center, 2015; Ministério da Saúde, 2016).

 

A literatura usualmente analisa o risco de agressão baseado nos seguintes fatores: poder de barganha da potencial vítima no domicílio, que pode ser afetado por políticas que impactam a renda e a empregabilidade feminina (Aizer, 2010; Buller et al., 2018; Hidrobo et al., 2016), assim como por leis de divórcio (Stevenson and Wolfers, 2006; Brassiolo, 2016); normas sociais (Alesina, Brioschi and La Ferrara, 2016); mudanças institucionais, como a criação de delegacias de mulheres (Perova and Reynolds, 2015), o aumento na proporção de mulheres entre policias e políticos (Miller and Segal, 2018; Iyer et al., 2012), e reformas legais (Ferraz and Schiavon, 2019; Aizer and Dal Bó, 2009); e comportamento de controle do indivíduo e dos recursos domiciliares por parte de familiar.